04-07-2026 | 18:00
Largo Dr. Valério de Morais
Apresentação de livro
500 anos da circum-navegação
“Não, não, não!”. Foram estas as palavras que D. Manuel I devolveu a Fernão de Magalhães quando este lhe pediu um aumento. Afinal merecia, já tinha dado meia-volta ao mundo. Queria ver os seus méritos reconhecidos.
“Não!” E se o rei de Castela lhe desse ouvidos, o levasse a sério, acreditasse na sua coragem e tenacidade, para partir numa viagem de circum-navegação? Obra com orientação científica do historiador José Manuel Garcia Em 1519, uma armada saiu de Sevilha sob o comando de Fernão de Magalhães com o objectivo de provar que a Terra era redonda e que seria possível chegar à Ásia rumando pelo Ocidente. Para trás o comandante deixa a sua amada Beatriz e uma promessa: «Um dia trago-te uma ave-do-paraíso. Prometo!» No entanto a jornada era longa e a ave-do paraíso ficava cada dia mais distante. A fome, a sede, o frio, a violência, a morte marcaram a viagem, assim como a esperança, o acreditar que encontrariam a passagem para o outro lado do Mundo, a felicidade de ouvir um «terra à vista» ou de perceber que um companheiro estava vivo.
Mas que segredos esconde Fernão de Magalhães para a determinada altura perder o brilho no olhar, desistir de avançar e de alcançar o tão desejado destino: as ilhas Molucas?
João Morgado_ Nasceu na Covilhã. Escritor e investigador, João Morgado vem de uma carreira diversificada: já foi operário têxtil, jornalista, empreendedor empresarial, formador e consultor. Distinguiu-se como chefe de gabinete de três presidentes de câmara. Actualmente dedica-se inteiramente à escrita e à (acredita ele) conclusão do doutoramento.
É doutorando em Comunicação na Universidade da Beira Interior, possui mestrado em Estudos Europeus e Direitos Humanos e uma pós-graduação em Marketing Político. É membro do Centro de Investigação Joaquim Veríssimo Serrão.
Pela investigação sobre Pedro Álvares Cabral, João Morgado foi distinguido com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito Cívico e Cultural e pelo seu impacto na cultura luso-brasileira, foi agraciado com o Troféu “Cristo Redentor” pela Academia de Letras e Artes de Paranapuã, no Rio de Janeiro.
Integra o Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, foi aceite como Académico correspondente na Academia de Filosofia e Ciências Humanísticas Lucentina e Academia Luso-Brasileira de Letras, ambas com sede no Rio de Janeiro, Brasil.